sexta-feira, julho 21, 2006

Ontem, fomos ver...

... PIXIES!
Mais uma prenda de anos fantástica do Meu-mais-que-tudo! Não me canso de os ver... graças ao Rodrigo e à Filipa, conheci-os e desde os 12-13 anos que são a minha banda de eleição: que foi precisamente quando cá vieram a primeira vez e os meus pais não me deixaram ir! Os meus primeiros "Pixies-ao-vivo" foi naquele desorganizado Super Bock: os olhos a encherem de água e a pele toda arrepiada quando confirmei que eram eles.
Ontem, estava-se bem no Pavilhão Atlântico (apesar do som...) e eles já parecem tocar apenas por divertimento, foi bom! Só foi pena, acabarem, como acabaram... enfim... leiam a crítica!
Pixies em Lisboa: Do morno à ebulição
Filipe Rodrigues da Silva
"Noite do segundo regresso à capital para os Pixies, mais de 15 anos depois do - volta-se a referir - possivelmente melhor concerto de rock que alguma vez aconteceu em Lisboa. O espectáculo começou morno e com alinhamento de luxo e acabou em ebulição, mesmo que com alguma ironia pelo meio.
Não vale a pena dizer que os Pixies hoje são a mesma coisa do que há 15 ou 20 anos. Não são. Tal como não vale a pena dizer que o disco dos Vicious 5 é de outro planeta, porque não é. Mas ao vivo a banda portuguesa marca muitos pontos. E na noite de quinta-feira, na abertura do concerto da banda de Boston no Pavilhão Atlântico (Lisboa), confirmaram as credenciais.
Perante mais de cinco mil fãs, o começo de luxo com a sequência (non stop, sem pausas para conversas com público, como é timbre em Black Francis) «Bone Machine», «Crackity Jones», «Broken Face», «Levitate Me» e «Cactus», deixava antever uma excelente noite, ainda que o cenário parecesse demasiado limpinho e as músicas estivessem sem o lado negro do rock e sem a faceta visceralmente dirty pop que as guitarras surf que fizeram sonhar uma geração.
Parecia apenas mais uma viagem pelo itinerário do rico e vasto reportório do grupo, numa abordagem mais próxima do que os Sugar pós-legado dos Hüsker Du do que propriamente do que ainda há um ano vimos Iggy Pop/Stooges e New Order fazer num festival alfacinha.
Até que, subitamente, em «Gouge Away», Black Francis despertou para a voz eterna herdeira de Bob Mould e a euforia se instalou, comandando um público já em êxtase.
O fenómeno «Tame» desta vez não fechou o espectáculo como em 91, surgiu bombástico a seguir a «Dead» e abrindo portas para um magistral «Hey».
O desfile continuou cpm «Planet Of Sound» e «Gigantic» e, já no longe encore, «Vamos», «Where´s My Mind?» e «La La Love You». A despedida que devia ter acontecido deixou o Atlântico a entoar alto e a todos os pulmões «Ed Is Dead».
Não se resistiu infelizmente à tentação de novo regresso para interpretar «Here Comes Your Man». Ironicamente, foi o êxito deste tema que levou ao desgaste no seio da banda, fazendo com que Black Francis declarasse inclusive que nunca mais o tocaria.
Aí, os Pixies foram previsíveis. Há 15 anos, possivelmente a casa teria vindo abaixo com a opção por um «Rock Music», um «Head On» ou «Something Against You». Assim, saiu em ebulição. Mas com a sensação de que, mesmo na grandeza, podiam ter ido mais longe. O legado, esse, fica. Eterno."

5 Comments:

Anonymous bre@d&wine tem a dizer o seguinte...

acabaram as prendas de anos...este ano! venham as proximas ;-)

Foi giro o concerto, mas não teve aquele ambiente dos velhos tempos...

4:24 da tarde  
Anonymous Rui tem a dizer o seguinte...

Foi bom sim senhor...
O fim... lá está "vejam a crítica"
Mas a palavra de ordem é "os senhores partem tudo!!!"

4:41 da tarde  
Blogger valentina tem a dizer o seguinte...

Não conheço 'Pixies'. Atiçastes a minha curiosidade.

12:49 da tarde  
Blogger valentina tem a dizer o seguinte...

Não conheço 'Pixies'. Atiçastes a minha curiosidade.

12:49 da tarde  
Blogger PCF tem a dizer o seguinte...

:)

1:47 da manhã  

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